Transportadora regional
Desenhamos a estrutura com a operação toda em uma perna só. Ficou o organograma novo e o calendário da reunião semanal de frota.
O que está na pasta no dia da entrega.
Um desenho do que existe e outro do que foi combinado, lado a lado, com as diferenças marcadas.
Uma folha por posição: entregas, decisões próprias e o que sobe para a chefia.
Os tipos de decisão da casa em uma tabela de duas páginas, fechada com a diretoria presente.
Quem convoca, quem participa, quanto dura, o que entra em pauta e onde fica a ata.
O que quem dirige olha toda semana, revê todo mês e retoma a cada trimestre, em uma página.
Todos os documentos em formato aberto, com uma sessão final sobre como alterá-los sem perder a lógica.

A ordem importa. Quase todo desenho de estrutura feito de cima para baixo volta para a gaveta em três meses, porque foi escrito longe de quem faz o trabalho.
O organograma pendurado na recepção quase nunca descreve o que acontece. Começamos ouvindo, uma a uma, as pessoas que respondem por cada área, e anotamos o que elas de fato decidem.
Boa parte das queixas de atraso vira outra coisa quando se escreve, para cada tipo de decisão, esses três nomes. A matriz cabe em duas páginas e resolve discussões que duravam semanas.
Ninguém precisa de mais reuniões. Precisa que as que já existem tenham pauta escrita, um dono e um lugar combinado onde a decisão fica registrada.
Cada posição ganha uma descrição curta: o que entrega, o que decide sozinha e o que leva para a chefia. Uma folha por cargo, sem anexo.
Nada sai em formato fechado. A matriz e o regimento vão em arquivo editável, porque eles vão mudar no mês seguinte à entrega — e devem mudar sem depender de nós.
Histórias curtas em três partes: o que a empresa trouxe, o que fizemos e o que ficou com ela. Publicadas com autorização de cada casa.
Desenhamos a estrutura com a operação toda em uma perna só. Ficou o organograma novo e o calendário da reunião semanal de frota.
Listamos oitenta decisões do mês anterior e classificamos cada uma. Ficou uma matriz em que o dono aparece em nove delas, e não em oitenta.
Escrevemos as descrições junto com eles, em duas rodadas. Ficaram as folhas de cargo e um combinado sobre o que muda quando abre um ponto novo.
Transcrevemos o ano dele em uma página e devolvemos como calendário. Ficou o documento e o hábito de revê-lo no primeiro dia útil do mês.
Na primeira conversa, de uma hora e sem compromisso, ouvimos como as áreas se falam e dizemos que tipo de leitura faz sentido no seu caso.